Cleiton Oliveira

O Descontrole financeiro devasta relacionamentos, destrói vidas, causa insônia e depressão

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Descontrole financeiro é a inexperiência em lidar com o dinheiro.

Essa falta de habilidade em lidar com o dinheiro tem que ser analisada sob o ponto de vista racional, sendo a falta da educação financeira como a principal causa .

Mas também, sob o ponto de vista da psicanálise, sendo uma delas a oniomania ou o desejo compulsivo por fazer compras.

O Descontrole financeiro devasta relacionamentos, destrói vidas, causa insônia e depressão. Por isso, é fundamental tomar muito cuidado com sua vida financeira.

Se você possui o controle de seu orçamento, parabéns.

Porque ter as contas organizadas nos permite realizar nossos sonhos, dispor de mais lazer, sustentar nossa família, viver melhor no presente e planejar o futuro.

Não ter uma vida organizada financeiramente,  restringe nossas escolhas e nossa capacidade de desfrutar de mais qualidade de vida.

Qual dessas vidas você prefere?

Descontrole Financeiro sob a ótica Racional

Para combater o descontrole financeiro, é primordial entender quais foram as atitudes que levaram a esse problema.

Os motivos podem ser diversos e variar de pessoa para pessoa, porém, podemos encontrar muitas familiaridades em relação as pessoas endividadas.

Podemos citar como exemplo: não adotar um planejamento financeiro e monitorar o orçamento por meio de uma Planilha Financeira,  gastar com itens supérfluos que não agrega valor a sua vida.

Utilizar crédito com taxas de juros altíssimas, falta da existência da reserva de emergência, emprestar o nome para terceiros e o famoso gastar mais do que ganha.

Compreender essas razões é importante para evitar e se manter longe desses comportamentos. Vamos detalha-los para um melhor entendimento.

1 – Não adotar um Planejamento Financeiro

O planejamento financeiro é um plano personalizado para evitar ou resolver problemas financeiros individual ou familiar, buscando definir a melhor maneira para se atingir os objetivos estabelecidos.

Você deve pensar em fazer um planejamento financeiro para saber onde cada centavo de seu suado dinheiro está sendo gasto e, se você tiver tudo anotado, você não ficará a mercê dos acontecimentos do dia a dia.

Sem um planejamento financeiro, aumenta e muito a chance de endividamento, pois você não tem noção exata e real de seu orçamento.

Nessa hora a planilha de orçamento mensal será a sua parceira para colocar as contas em ordem.

2 – Gastar com itens supérfluos

A compra de itens supérfluos geralmente são realizadas por impulso e podem ser consideradas uma das maiores causadoras do rombo nos orçamentos.

As pessoas que não utilizam o dinheiro de forma consciente e inteligente estão sempre gastando com itens que não agregam valor a sua vida.

Essas pequenas compras quando somadas, podem exibir valores exorbitantes. Podemos constatar facilmente que quem possui o hábito do consumo excessivo está no caminho certo para o endividamento.

Esse fator ocorre, muitas vezes, pela falta de conhecimento do orçamento.

Sem esse controle, as pessoas continuam gastando e, só conhecerão o rombo na conta quando chegar a fatura do cartão de crédito.

3 – Crédito com Taxa Alta

Devido a falta de organização do orçamento, muitas pessoas não possuem noção de quanto ganha, de quanto gasta e, principalmente, de como gasta o seu dinheiro. 

Com isso, não é incomum chegar ao final do mês sem dinheiro, tendo que recorrer ao cheque especial ou pagar o mínimo da fatura do cartão de crédito.

Essas duas modalidades de crédito, possuem as maiores taxas de juros do mercado, por conta de sua facilidade e disponibilidade imediata do dinheiro.

4 – Reserva de Emergência

Mesmo que façamos um planejamento impecável, em nosso caminho sempre aparecerá algumas situações adversas e, por isso, é praticamente improvável prever todos os gastos extraordinários.

A Reserva de emergência é fundamental para enfrentar os imprevisto da vida como a perda do emprego, doença, divórcio.

Esses imprevistos estão fora de nosso controle e podem acontecer a qualquer momento e com qualquer pessoa.

Por isso a importância da constituição de um colchão de emergência com pelo menos 6 meses do valor da renda mensal.

Guarde pelo menos 10% de seu salário recebido mensalmente para sempre estar preparado para enfrentar os possíveis gastos emergenciais.

5 – Gastar mais do que Ganha

Gastar mais do que ganha é o problema mais comum entre as pessoas endividadas.

Devido a influência do marketing e do crédito fácil, tornou-se um hábito  comprar tudo o que deseja em diversas parcelas a perder de vista. 

O problema é que as pessoas perdem o controle e consomem muito além do que sua renda poderia suportar.

O pior é que esses gastos são realizados pela necessidade de ostentar bens e serviços para mostrar as outras pessoas ou efetuados como uma falsa conquista: “Já que eu trabalho muito, eu mereço”

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Descontrole Financeiro sob a ótica da Psicologia

Não é de hoje que sabemos que o dinheiro está intimamente ligado à nossa vida. A abundância ou a falta dele tem profundos reflexos físicos, mentais e emocionais em cada um de nós.

A inadimplência pode proporcionar uma pressão psicológica capaz de desencadear diversos sentimentos que são capazes de destruir uma vida.

Principalmente quando as dívidas estão fora do controle e a pessoa se vê no fundo do abismo.

Os efeitos emocionais são devastadores e podem ser ainda mais prejudiciais para a nossa autoestima do que qualquer montante de dinheiro que se deve.

Algumas pessoas pagam as dívidas e seguem em frente, porém, muitas outras sofrem os efeitos emocionais que levam muito tempo para serem curados.

Infelizmente, isso ocorre porque as pessoas não seguem o método correto e vivem um total descontrole financeiro.

Quando percebem, estão atoladas em dívidas e envolvidas em uma montanha-russa emocional que parece não ter fim.

Vamos conhecer algumas causas emocionais relacionados a problemas financeiros.

1. Estresse

Praticamente três em dez pessoas (29%) indica que o dinheiro é o maior motivo de estresse.

Um levantamento realizado em 2016 pela GFK concluiu que as principais causas do estresse em nível internacional eram dinheiro e pressão em si mesmo.

A sensação de estar endividado pode proporcionar sentimentos intensos de escassez.

Esses sentimentos podem ser extremamente estressantes – principalmente quando não se vê nenhuma possibilidade de melhora no curto prazo.

Além disso, o estresse tem um efeito catastrófico e imediato sobre nosso corpo e pode afetar nossos pensamentos, sentimentos, emoções e comportamentos.

Isso pode acarretar sérios problemas de saúde como: hipertensão arterial, doenças do coração, obesidade, diabetes e até infarto.

2. Medo e Ansiedade

Sentimentos de ansiedade podem emergir acompanhados de preocupação constante sobre o dinheiro.

Essa preocupação excessiva pode proporcionar aumento ou perda de apetite, desesperança e distúrbios do sono.

Identificar o ponto em que a ansiedade deixou de ser algo normal para se tornar preocupante em sua vida pode ser mais difícil do que parece,

Porque ela pode surgir em várias e diferentes formas, como: ataques de pânico, fobias, ansiedade social, e o diagnóstico nem sempre é claro.

Com a demora no diagnóstico, a ansiedade pode criar diversos temores.

Surge o medo do desemprego ou a possibilidade de perder algum bem, medo de nunca mais se livrar das dívidas e até medo de como isso afetará seu relacionamento.

A pessoa deita na cama à noite, se preocupa com tudo e não consegue ter uma noite de sono tranquila.

3. Arrependimento

As dívidas se tornam um peso excessivo em nossa mente durante o tempo que estamos comprometidos a pagá-la.

Quando falta dinheiro para as coisas do dia a dia, a dívida passa a ser vista como um tremendo erro e sentimentos de arrependimento começam a aparecer.

Quantas e quantas vezes você não pensou: eu não deveria ter comprado isso, não deveria ter efetuado esse empréstimo.

O arrependimento pode fazer com que você questione sua capacidade de tomar boas decisões ou fazer com que você se esquive de decisões importantes por conta do medo de uma possível decisão errada novamente.

Isso faz com que seu grau de autoestima e autoconfiança caem absurdamente.

4. Depressão

Quando sentimentos negativos se concentram durante um longo período de tempo e as dívidas não saem de sua cabeça, entrar em depressão profunda se torna um perigo real.

A depressão é um estado de angústia e desespero com a sensação de que as coisas nunca vão melhorar.

Uma pessoa deprimida pode se isolar do mundo, ficar deitada o dia todo ou chorar compulsivamente.

Viver endividado ou estar sempre em apuros financeiros é como ter uma doença e é necessário ser tratado.

Também aumentam as chances de ela recorrer a algum tipo de droga como válvula de escape para entorpecer a dor do fracasso.

O desespero por causa das dívidas tem sido responsável por  muitos suicídios ao longo da história, principalmente em tempos de desemprego e crises econômicas. Fonte

Já tratamos em um artigo que 66% dos inadimplentes sofrem de depressão.

O descontrole financeiro devasta relacionamentos

O dinheiro é o principal motivador de separações.

Em uma pesquisa com 4.500 casais que foram acompanhados durante anos, foi constatado que o principal motivo de divórcio foram os conflitos gerados por causa de dinheiro.

Portanto, um dos problemas relacionados ao endividamento são as brigas constantes entre os casais.

O endividamento é algo que pode afundar uma família.

Algumas dívidas sem o consentimento do cônjuge, pode ser ainda mais devastadora.

Sem compartilhar sobre seu problema com dívidas para o resto da família, o endividado pode ficar ainda mais desesperado ao ver o cônjuge ou filhos gastando com algo que considera ser supérfluo naquele momento.

Sem essa comunicação, não poderá contar com a colaboração de todos, podendo aumentar ainda mais o saldo devedor.

As traições financeiras, que são pequenas ou grandes mentiras envolvendo dinheiro, são um dos maiores responsáveis pelo divórcio.

Para algumas pessoas, elas são mais prejudiciais do que a traição tradicional – o adultério.

Pois, além de gerar desgaste emocional, proporciona brigas calorosas por conta do patrimônio.

Conclusão

Qualquer umas das causas emocionais mencionadas podem ser preocupantes o bastante para exigir intervenção médica ou psicológica.

Além da importância de se organizar financeiramente, é fundamental consultar um profissional sobre quaisquer problemas físicos ou psicológicos que venham a ocorrer em decorrência das dívidas ou de qualquer outra situação.

Para resolver totalmente o problema com o descontrole financeiro recomendo fortemente que você utilize o MÉTODO MOBILE.

Esse método é responsável por tirar muitas pessoas e famílias do abismo financeiro.

A culpa não é sua por não ter o controle de sua vida, mas sabendo desta informação, você é totalmente responsável por sua vida financeira a partir de agora.

 

 

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Cleiton Oliveira

Sobre o autor | Website

Life Coach, Educador Financeiro e autor do livro Economizar sem perder o prazer de viver -Site www.economizareviver.com

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    Bacana, ótimo texto e bem elucidativo!
    Parabéns.